Matérias

10 de abril de 2017

Dia Mundial do Mal de Parkinson: 10 coisas que você precisa saber sobre a doença

Quem tem Mal de Parkinson sabe muito bem o quanto a doença, em estágios avançados, interfere na realização de atividades simples, como amarrar o cadarço do sapato e abotoar a camisa.

Dia Mundial do Mal de Parkinson: 10 coisas que você precisa saber sobre a doença

Os sintomas mais prevalentes da doença são os movimentos involuntários (tremores), rigidez muscular, bradicinesia (que é a maior lentidão dos movimentos gerais como andar, levantar, sentar), instabilidade postural, depressão e alterações na esc

No próximo 11 de abril é celebrado o Dia Mundial do Mal de Parkinson, doença que atinge cerca de 200 mil pessoas no Brasil e que segue com estatísticas aumentando, devido ao maior número de pessoas evoluindo para a terceira idade – faixa etária de maior prevalência da mesma. Ainda sem cura, a medicina tem avançado na busca de tratamentos que permitam mais qualidade de vida ao indivíduo, especialmente para o estadiamento dos sintomas mais incapacitantes, como os tremores e a espasticidade (rigidez muscular).

Quem tem Mal de Parkinson sabe muito bem o quanto a doença, em estágios avançados, interfere na realização de atividades simples, como amarrar o cadarço do sapato e abotoar a camisa. Além dessas interferências físicas, o Parkinsoniano também sofre emocionalmente não apenas pela queda de sua funcionalidade, mas também em função do preconceito de pessoas desinformadas sobre a doença.

Visando desmitificar o Mal de Parkinson, o neurocirurgião pela UNIFESP, Dr. Claudio Fernandes Corrêa, separou 10 fatos que precisamos saber sobre esta doença degenerativa.

1. O que é o Mal ou Doença de Parkinson? O Mal de Parkinson foi descrito pela primeira vez pelo médico inglês James Parkinson, em 1817, como uma enfermidade neurológica decorrente da degeneração dos neurônios situados em região específica do cérebro, chamada substância negra, e que é responsável pela produção da dopamina, um importante elemento da transmissão nervosa vinculada aos músculos e controle motor do indivíduo.

2. Quais as causas da doença? A causa exata do Mal de Parkinson é desconhecida, mas cientistas acreditam que uma mistura de fatores possa estar envolvida, incluindo a genética (mutações genéticas) e o meio ambiente (exposição a determinadas toxinas ou fatores ambientais).

3. Qual a sua prevalência de acometimento? Apesar de ser mais prevalente em pessoas idosas (150 mil novos casos no Brasil por ano, a partir dos 60 anos), pessoas jovens também podem ser acometidas pela doença, tendo nestes pacientes uma evolução mais acelerada. Um exemplo é o ator do clássico ‘De Volta para o Futuro’, Michael J. Fox, que recebeu seu diagnóstico na faixa dos 30 anos.

4. Quais os sintomas do Mal de Parkinson? Os sintomas mais prevalentes da doença são os movimentos involuntários (tremores), rigidez muscular, bradicinesia (que é a maior lentidão dos movimentos gerais como andar, levantar, sentar), instabilidade postural, depressão e alterações na escrita. Em estágios mais avançados, é possível perceber diminuição da expressão facial, do tom da voz e do olfato, dificuldade de deglutição e constipação intestinal.

5. Como é feito o diagnóstico? O diagnóstico é realizado inicialmente pela anamnese e histórico clínico do paciente; no entanto, exames complementares como eletroencefalograma (EEG), tomografia computadorizada ou ressonância magnética do crânio são importantes para afastar outras doenças que apresentam sintomas similares aos da doença de Parkinson.

6. Qual o médico responsável por diagnosticar e tratar a doença? O neurologista é o médico indicado para o diagnóstico e tratamento da doença em todo o seu o seguimento.

7. No que compreende o tratamento? O tratamento deve ser é inicialmente clínico, com indicação de medicamentos específicos para conter alguns dos sintomas, que devem ser somados a terapias de reabilitação funcional, com apoio de fisioterapeutas, fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, entre outros. 

8. Quando é indicado cirurgia? A cirurgia de estimulação profunda do cérebro, cuja sigla em inglês é DBS, é indicada quando os medicamentos já não auxiliam mais no tratamento dos movimentos involuntários e espasmos. O procedimento consiste no implante de eletrodos – iguais aos de marca-passo utilizados para o coração - na região afetada pela doença.

A técnica é realizada com o paciente acordado para que ele possa fornecer o feedback dos movimentos no ato em que o alvo está sendo estimulado e assim garantir a efetividade dos resultados. Uma vez implantado o eletrodo, ele passa a ser monitorado periodicamente, para possíveis ajustes. O procedimento tem o auxílio de um software, que cruza as imagens de ressonância magnética do paciente com mapas científicos, apontando com precisão o local exato a ser estimulado, com a ajuda de um físico, que permanece o tempo todo na sala de cirurgia.

Entre as vantagens da cirurgia, está o fato de não ser uma técnica que lesiona a estrutura cerebral e por ser reversível, caso seja necessário. Além, é claro, da qualidade de vida gerada ao paciente que volta a se integrar de forma mais natural às suas atividades e relacionamentos sociais.

09 – É possível viver normalmente com o Mal de Parkinson? Considerando a individualidade de cada paciente, a idade de início dos primeiros sintomas e suas evoluções, é importante dizer que, com o devido acompanhamento multidisciplinar, é possível manter-se ativo e com as funções presentes, para uma melhor independência do indivíduo em mais longo prazo.

10. Qual a importância do apoio familiar e de amigos? Tendo como fundamento a importância das relações pessoais e do convívio social para a saúde geral de todos os indivíduos, ter familiares e amigos próximos, com entendimento e acolhimento sobre as necessidades do paciente, soma essencialmente para os melhores resultados físicos e mentais do tratamento da doença.

Fonte: Dr. Claudio Corrêa

Imprimir Enviar por email
  • Banner
  • Banner
  • Banner