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30 de de 2017

Doenças cardiovasculares podem aumentar no inverno

Médico alerta que a falta de Vitamina D pode estar entre as causas

Doenças cardiovasculares podem aumentar no inverno

Segundo dados do Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares estão entre as principais causas de morte no país.

No verão, com as temperaturas marcando quase 40 graus na maior parte do Brasil, fica mais fácil de garantir a dose diária de Vitamina D. Já no inverno, com o uso de mais roupas e menos exposição ao sol, essa absorção tende a ficar comprometida. O que muitas pessoas não sabem é que essa vitamina está relacionada a inúmeras funções positivas no nosso organismo e, a falta dela, consequentemente, está associada a muitas disfunções. O índice de problemas cardiovasculares, por exemplo, tende a aumentar nessa época do ano e entre os motivos – pouco falado – está na falta de Vitamina D.

De acordo com o cardiologista Marcelo Vaz, apenas 10% da Vitamina D necessária no corpo humano são obtidos por ingestão alimentar, os outros 90% são produzidos pelo próprio organismo através da absorção da luz solar.

“Quando ficamos expostos à radiação ultravioleta, determinadas moléculas do nosso corpo sofrem um rearranjo molecular que depende da temperatura, o que resulta na formação da vitamina D. Como no inverno as pessoas ficam menos expostas ao sol, o nível da vitamina fica consideravelmente comprometido”, ressalta.

Segundo dados do Ministério da Saúde, as doenças cardiovasculares – como o infarto e o Acidente Vascular Cerebral (AVC) – estão entre as principais causas de morte no país e novos estudos dentro da medicina associam efetivamente a deficiência da vitamina D à insuficiência cardíaca.

O médico também explica que o grau de pigmentação da pele é outro fator que pode dificultar a produção de vitamina D, já que pessoas com mais melanina apresentam uma limitação maior à penetração de raios ultravioleta. Indivíduos obesos – com IMC maior que 30 – também tendem a apresentar uma maior deficiência desta vitamina, segundo o cardiologista. Isso acontece porque um grande conteúdo de gordura corporal atua como um reservatório de Vitamina D e com isso aumenta sua captura para dentro do tecido adiposo, determinando uma menor disponibilidade da vitamina no organismo.

“Por isso, além da alimentação e da atividade física, é importante estarmos atentos ao nível da Vitamina D no corpo.  Pegar sol de 15 a 30 minutos por dia, no período da manhã – não muito perto das 12h –, pode ajudar bastante. A realização periódica da dosagem da vitamina D no sangue pode auxiliar o médico na definição da necessidade ou não de suplementação", orienta o cardiologista. 

Fonte: Marcelo Vaz

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