Matérias

12 de de 2017

Câncer colorretal: doença silenciosa tem nova medicação como arma poderosa no tratamento

Aflibercept é mais uma opção terapêutica que, associada à quimioterapia, aumenta o tempo de controle da doença e a expectativa de vida dos pacientes diagnosticado com a doença já em estágio avançado

Câncer colorretal: doença silenciosa tem nova medicação como arma poderosa no tratamento

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 16.697 mortes por câncer colorretal foram registradas em 2015 e, em 2017, estimativas mostram que 34.280 novos casos devem surgir em todo o Brasil.

Um dos maiores complicadores do câncer é o diagnóstico tardio, que pode reduzir espantosamente as chances de cura de um paciente. Entre os tipos da doença está o perigoso e silencioso câncer colorretal, que só começa a manifestar os sintomas, em média, dez anos depois do seu surgimento já com o quadro avançado da enfermidade. “O diagnóstico precoce, feito por exames que devem fazer parte da rotina das pessoas após os 50 anos, é a chave para eliminar casos avançados. Entretanto, a medicina oferece tratamento para quem descobre a doença em estágios mais adiantados. Há um novo medicamento no mercado chamado  Aflibercept que tem mostrado resultados animadores”, afirma o oncologista André Sasse, professor de pós-graduação da Unicamp e membro do Grupo SOnHe.

De acordo com o especialista, o medicamento tem o principal benefício de quando associado à quimioterapia aumentar o tempo de controle da doença, além de aumentar a sobrevida global, sem acrescentar toxicidades. “O remédio pode substituir outras medicações já em uso no Brasil, a um custo mais acessível. Infelizmente, o uso dele está empregado apenas na rede privada”, lamenta o médico.

 

Encontro de especialistas e números da doença

Médicos do Grupo SOnHe e especialistas se reuniram nesta semana, em Campinas-SP, em mesa redonda e discutiram sobre as melhores estratégias de tratamento, trocaram experiências com casos clínicos e apresentações científicas que comprovam a eficácia do tratamento com a nova medicação. “É importante que se discutam novas opções terapêuticas, novas possibilidades de diferentes sequências de tratamento, para aumentar o controle da doença e prolongar uma vida com qualidade. É fundamental que todos os médicos saibam da novidade”, aponta o médico.

Diarreia, sangramento, fraqueza, dor e dificuldades para ir ao banheiro são apenas alguns sintomas da doença quando está no estágio mais avançado. “É o segundo tipo de câncer que mais mata mulheres (fica atrás do câncer de mama) e o terceiro nos homens (depois de próstata e de pulmão). São tumores que atingem um segmento do intestino grosso, o cólon, e o reto. Na maioria dos casos, é tratável e curável quando detectado precocemente e, ainda não se espalhou para outros órgãos. O tratamento depende principalmente do tamanho, localização e extensão do tumor”, explica o médico.

O médico indica a realização de exames preventivos a partir dos 50 anos. “O diagnóstico precoce viabiliza o tratamento e ajuda a pessoa a ser tratada em tempo hábil, com a chance até de fazer uma cirurgia e não precisar de quimioterapia”, afirma. Além disso, segundo ele, o próprio exame indicado como parte da rotina de prevenção – a colonoscopia – possibilita retirar pólipos, que são lesões benignas, porém com grande potencial de se transformarem em câncer.

Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 16.697 mortes por câncer colorretal foram registradas em 2015 e, em 2017, estimativas mostram que 34.280 novos casos devem surgir em todo o Brasil.

Fonte: André Sasse

Imprimir Enviar por email
  • Banner
  • Banner
  • Banner