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31 de maio de 2017

Junho Vermelho quer conscientizar brasileiros sobre importância de se doar de sangue o ano todo

Campanha, que começa no dia 1º, iluminará prédios e monumentos de diversas cidades brasileiras

Junho Vermelho quer conscientizar brasileiros sobre importância de se doar de sangue o ano todo

Doe sangue, doe vida.

No dia 1(quinta-feira), monumentos e instituições de São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás e Santa Catarina serão iluminadas na cor vermelha indicando o início da campanha Junho Vermelho, que tem como objetivo estimular a doação de sangue durante o inverno, quando há uma redução nos estoques e um crescimento na demanda devido aos acidentes durante as férias de julho.

Mais do que marcar um período, a iniciativa foi criada pelo Movimento Eu Dou Sangue para despertar a consciência da população sobre a importância desse ato e estimular as doações periódicas. 

A ideia surgiu em 2011, quando as irmãs Debi Aronis e Diana Berezin lançaram o Movimento Eu Dou Sangue no estado de São Paulo motivadas por um episódio familiar. “Somente quem vive a dificuldade de conseguir sangue sabe a importância das doações. Depois de sentir na pele o que é isso, decidimos disseminar e promover a conscientização para que esse seja um hábito permanente no Brasil”, explica Debi. 

Depois de ser adotado em diversas cidades brasileiras, a iniciativa foi promovida, no último dia 15 de março, a lei estadual (no 16.386) em todo estado de São Paulo. “Os brasileiros precisam fazer da doação de sangue um hábito em suas vidas porque, até o momento, não há substituto para o sangue”, ressalta Diana. 

Na capital paulista, diversos pontos serão iluminados, dentre eles a Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, o Palácio dos Bandeirantes, o Memorial da América Latina e a Sala São Paulo. 

Além da temperatura, outros fatores que contribuem para a redução dos estoques são o maior número de dias chuvosos e a ocorrência de feriados. Segundo as idealizadoras, nesse período, os hemocentros tendem a sofrer uma baixa de 30% em seus estoques. “Por incrível que pareça, a falta d’água é muito mais compreensível que a falta de sangue. Abastecer reservatórios depende das condições climáticas, da chuva cair no lugar certo, de Deus ou de São Pedro como dizem alguns. Mas abastecer os bancos de sangue, só depende de nós mesmos! ”, comenta Diana.

O sucesso da iniciativa é comprovado pelos números registrados durante as campanhas anteriores. Em junho de 2016, as doações de sangue no Estado de São Paulo aumentaram 30% na comparação com o mesmo período de 2015.

Fonte: Movimento Eu Dou Sangue

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